Atender três critérios não aprova o caso. A análise final é discricionária e olha o conjunto — é nela que a maior parte das petições cai.
O EB-1A exige demonstração de habilidade extraordinária mediante aclamação nacional ou internacional sustentada. Na ausência de prêmio único de reconhecimento internacional, a regulamentação lista dez critérios, dos quais ao menos três devem ser atendidos.
O que muitas petições ignoram é que o USCIS aplica análise em duas etapas, consolidada em Kazarian v. USCIS. Na primeira, verifica-se o atendimento formal de três critérios. Na segunda — a final merits determination — avalia-se se a evidência, no conjunto, demonstra que o beneficiário está entre a pequena porcentagem que atingiu o topo da área.
Isso significa que satisfazer três critérios com evidência marginal não basta. Publicações sem citação relevante, prêmios sem seletividade demonstrada e participação em associações sem exigência de mérito excepcional passam na primeira etapa e falham na segunda.
A construção eficiente escolhe critérios onde a evidência é forte e documenta o contexto: quantas pessoas concorreram ao prêmio, qual o critério de admissão da associação, qual a circulação do veículo que publicou a matéria, qual o impacto mensurável da contribuição original.
Cartas de recomendação ajudam, mas não substituem evidência objetiva. Carta de par que descreve especificamente o que o beneficiário fez e por que aquilo alterou a prática do setor vale mais que dez cartas genéricas de elogio.
Referências
- 8 CFR § 204.5(h)
- USCIS Policy Manual, Volume 6, Part F, Chapter 2
- Kazarian v. USCIS, 596 F.3d 1115 (9th Cir. 2010)
Conteúdo informativo. Não constitui parecer nem substitui análise do caso concreto.

